O Q.I. que você constrói!

April 25, 2017

 

Há algumas semanas eu escrevi um artigo com dicas práticas para quem busca recolocação ou está em transição de carreira. São dicas baseadas no trabalho que realizo com meus clientes e verificamos juntos sua eficácia. Esse artigo e seus compartilhamentos geraram muitos comentários. Amo quando um artigo gera mais assunto; pois é como aquele bate-papo com os amigos, tão prazeroso que um assunto vai levando ao outro e nem percebemos a hora passar.

 

Entre os comentários foi levantada a questão do “Q.I.” no Brasil.

 

 

Q.I. é o Quociente de Inteligência. É bem legal conferir a história dos pais dessa teoria, mas não vou entrar no mérito de falar de Alfred Binet, Wilhelm Stern, Lewis Madison Terman ou quaisquer outros que, lá por mil oitocentos e bolinha, iniciaram esse trabalho. Essa não é minha intenção.

 

Já que ouvimos muito mais a expressão “Quem Indica”, vamos entender que:

 

1º: Não se trata de um problema só do Brasil, embora seja muito forte aqui. Achei um artigo da revista Exame de 2015 informando que, na ocasião, o Brasil estava em 2º lugar neste ranking. Estávamos atrás da Austrália.

 

2º: Também não se trata, necessariamente, de um problema. E é disso que quero falar com você!

 

Essa realidade, como quase tudo na vida, tem um lado negativo (pessoas despreparadas, injustiça, etc.) e um lado positivo que - como sempre - é o que eu quero explorar com você. Afinal, entre a metade cheia e a metade vazia do copo, queremos a cheia, certo?

 

Não adianta ficar se revoltando e incluindo essa injustiça em uma enorme lista de reclamações. Aproveito aqui para chamar sua atenção: você cria o ambiente ao seu redor, então, em que tipo de ambiente você quer viver? E, como quase tudo, é uma construção, uma cultura que pode ser melhorada. Vamos construir algo bom!

 

Para começar, algumas considerações de nossa cultura de re$ultado$ que, a meu ver, tendem a ter um impacto ainda mais forte em tempos de crise como o atual:
 

  • A empresa não tem tempo e, consequentemente, dinheiro a perder com quem não atenda suas necessidades (e a recíproca deve ser verdadeira).

  • Uma pessoa indicada tem maior probabilidade de ter um comportamento coerente com a descrição dela obtida, do que alguém que tenha apenas um currículo em meio a outros. É claro que estou partindo do princípio da responsabilidade que recai sobre quem indica. Porque recai! E muito!

  • Há empresas, principalmente as multinacionais, que possuem uma política de premiação financeira a funcionários que indicarem alguém para uma vaga.

  • Na maior parte das vezes “Quem Indica” é uma pessoa de dentro da empresa.

     

Então pense comigo:

 

  • Você não vai querer indicar uma pessoa que vai “queimar o seu filme” dentro do seu local de trabalho, vai?

  • Uma empresa que assume um custo extra (premiação financeira) vai se atentar ao ROI (Return On Investment), gerando uma responsabilidade sobre o indicado e quem o indicou.

 

Então o Q.I. está aí e, ao que tudo indica, vai continuar. Mas, isso é ruim?

 

(Essa é a parte que me empolga)

 

Eu acredito que, cada vez mais, seja uma grande oportunidade para quem constrói um currículo e, paralelamente, constrói o seu networking. Mas não baseado em favores ou amizades – Ou você arriscaria, conscientemente, o próprio emprego e a sua imagem na empresa para pagar um favor ou por amizade de barzinho? – É uma oportunidade de construção embasada no relacionamento interpessoal, demonstração de caráter, de competência, proatividade e outras características tão conhecidas, que hoje já não são identificadas apenas por recrutadores, mas por todos nós quando pensamos em indicar alguém.

 

Justamente por partir de um currículo já construído, também não se trata de pegar o lugar de alguém sem ter competência para tanto, mas de ter uma história que abriu as portas para você, baseada na consistência do seu trabalho.

 

Isso gera ainda mais satisfação, pois trata-se de reconhecimento!

 

Você pode se perguntar: Toda empresa tem essa visão? Infelizmente, não.

Mas troque esta pergunta para outra mais construtiva:

 

Em qual tipo de empresa quero trabalhar?

 

Aumente suas chances! Você constrói a sua vida!

É uma construção! Todo dia você constrói um pouco mais a sua carreira, a sua vida, quem você é! Não seja aquele que constrói sobre a areia, mas seja o que constrói sobre a rocha! E faça a melhor construção que puder!

Gostou? Fez sentido para você? Então vamos espalhar o bem, compartilhe e marque alguém que vai se beneficiar com estas dicas.

 

 Te desejo sucesso!

 

 

 

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O que fazer para que a vaga seja sua?

 

Técnicas para ser reconhecido no trabalho!

 

 

 

 

 

 

 

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