Melhorar dói

May 9, 2017

Este é o segundo artigo da série “Aprendi com minha mãe”, uma homenagem às mães, gerando ainda mais gratidão em nossos corações.

 

As crianças de hoje se machucam, fisicamente, menos que as da nossa geração. É mais fácil desenvolverem LER (lesão por esforço repetitivo) mexendo no celular, que ralarem um joelho enquanto correm.  Aos treze anos eu vivia com joelhos e cotovelos ralados, me machucava caindo de árvores, correndo ou andando de bicicleta. Mas valia a pena! E quando minha mãe queria limpar o machucado, obviamente, eu não queria deixar. Porque dói limpar o machucado!

 

Todos sabemos bem que limpar a ferida dói, mas se não limpar, a dor vai ser maior e mais longa.  Ainda pequenos, aprendemos que a dor de mexer com nossas feridas é grande, mas é curta e mais rápida que a dor da inflamação pela falta de tratamento. Quando infecciona, dói por muito tempo; e sempre que alguém esbarrar na ferida, vai doer novamente. Já, quando tratamos, ela cicatriza e você mal lembra onde se feriu! Mas, ainda hoje, saber disso não é o suficiente para termos coragem de tratar, não é verdade?

 

 

Semana passada, caminhando com meu filho ouvi uma mulher dizendo: “Eu trabalho porque preciso trabalhar, mas não é o que eu amo fazer”.  Fico imaginando quantas pessoas passam por esta situação, que acaba sendo semelhante à ferida não tratada. Repetindo que não gostam do que fazem, mantém uma aceitação da realidade e perdem forças para modificá-la. Se convencem de que não tem jeito, o trabalho é assim mesmo. Anos se passam, doenças surgem em função de uma realidade desgastante, estressante, geradora de baixa auto estima e, olhando para trás, sentem arrependimento.

 

Se ao ler isso, você já começa a dizer para si mesmo coisas como: isso é loucura! Tem gente sem emprego, independente de gostar ou não! Eu tenho família, não posso fazer isso! Se estiver pensando assim, eu peço que termine a leitura, você não precisa vencer uma discussão nesse momento. Relaxe, leia e avalie.

 

Passamos a vida olhando para trás com pensamentos do tipo:

 

Se anos atrás eu soubesse o que sei hoje, na realidade que eu tinha na ocasião, eu faria diferente! Eu arriscaria! Mas hoje não posso!

 

Não deixe que essa infecção aumente e gere mais dor. Não estou dizendo que basta jogar tudo para o alto e correr atrás do sonho. A realidade não é tão simples, mas também não é tão impossível. Muitas pessoas conseguem! Como? Tem quem diga que é sorte, como se tudo tivesse caído do céu para elas. Mas quem pesquisa e lê biografias, entende que se trata de determinação, foco, planejamento, vontade, trabalho e envolver as pessoas certas.  Pessoas de sucesso mantém o foco no que desejam, buscam a ajuda que necessitam, enquanto fazem o que precisam.  

 

Quanto você quer o que você quer?

 

O meu convite é para você parar de olhar para trás e olhar para frente! O passado não podemos mudar, mas com planejamento e garra, o futuro nós podemos construir. Hoje, agora, você pode começar a construir seu futuro com a motivação de quem caminha na direção de uma vida melhor.

 

Ou pode achar que é besteira, que não é para você e continuar onde está, como está. É uma questão de decisão.

 

Se você não está satisfeito com algum aspecto da sua vida, carreira, relacionamentos, saúde, então já se feriu. Trate a ferida, ainda que com dor, e busque melhorar o que faz hoje enquanto, paralelamente, constrói seu amanhã.

 

Não é fácil, exige muito e dói. Mas vale a pena!

 

Eu aprendi com a minha mãe!

 

 

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Te desejo sucesso!

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